O republicano Rob Bishop foi chamado para servir como embaixador dos Estados Unidos na Alemanha. A última vez que esteve naquele país foi como embaixador do Senhor Jesus Cristo, servindo como um missionário para A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Na ultima década, Bishop se tornou o especialista em Alemanha do congresso americano. Ele também era o único membro do congresso a ser fluente em alemão. Desde a sua eleição para o congresso em 2002, Bishop realizou 17 viagens com outros membros do parlamento, ele se encontra com os legisladores alemães duas vezes por ano para continuar aprimorando seus conhecimentos da vida politica na Alemanha e para cultivar amizades que vão muito além dos relacionamentos diplomáticos.

Otto Fricke, um dos membros do parlamento alemão, o Bundestag, disse:

O que faz dele um bom politico é a sua curiosidade. Ele não o típico politico que diz: “Estou fazendo isto para defender meus eleitores e ponto. Ele realmente deseja entender como o país funciona”.

Servindo como Embaixador do Senhor Jesus Cristo

Mesmo conhecendo um pouco a língua alemã, tendo estudado no segundo grau e no centro de treinamento missionário, Bishop exibia o mesmo nível de curiosidade que ele tinha quando serviu como missionário para A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias no sul da Alemanha nos anos setenta.

Quando Bishop chegou à Alemanha ele recebeu treinamento de alguns lideres da missão que o ensinaram algumas frases úteis e o colocaram para trabalhar de acordo com o chamado que havia recebido. Porém, as frases que ele aprendeu provaram não serem suficientes. Quando um motorista de ônibus perguntou a ele onde desejava descer, ele soube que não sabia como responder. Bishop fala o seguinte daquela experiência: “Eu simplesmente travei. Eu não sabia o que ele havia perguntado ou o que eu deveria responder, eu fiquei parado ali e descobri como eu estava perdido”.

Se passaram dois meses até que ele começasse a se sentir em casa com o povo alemão, e começar a interagir com eles conversando. Ele descobriu que as pessoas eram otimistas e pró-americanos. Bishop disse: “Os alemães são um povo muito secular e falar com eles abertamente sobre religião era um verdadeiro desafio. Agora fazer com que eles falassem sobre politica era muito mais fácil”.  Ele serviu na Alemanha durante um período de grande agitação politica e falar sobre as eleições se tornou um assunto de grande interesse para ele. Bishop disse: “Os alemães possuem um sistema único… Você não pode derrubar um governo sem substitui-lo”.

Servindo como um Embaixador dos Estados Unidos

Como um missionário Mórmon, ele nunca foi para Berlim, ou mesmo viu seu muro, ou testemunhou a animosidade que existia entre o oeste e o leste alemão. Em 1984, entretanto, como um legislador do estado de Utah, ele teve a oportunidade de viajar ao país pela Conferência Nacional dos Legisladores Estaduais, e pode ver os lugares que não pode visitar enquanto servia como missionário. Junto com um colega ele pode visitar o infame Muro de Berlim, e um pouco da Alemanha Oriental, atravessando as ruas destruídas pela guerra. Desta experiência ele disse:

Pudemos subir no muro do lado ocidental e olhar para o lado oriental e ver as minas terrestres e as torres com os guardas. Parecia tudo muito velho, os mesmos edifícios, mas não havia nada neles. Ninguém nas ruas, nenhum sinal de vida. Essa sempre foi para mim a diferença mais profunda entre a Berlim oriental – controlada pela ditadura comunista – e a Berlim de hoje.

Foi a primeira vez na carreira profissional de Bishop em que uma viagem coincidiu com a sua missão religiosa, uma experiência que não é incomum entre os políticos mórmons. O ex-governador de Utah, John Huntsman serviu como missionário em Taiwan e recentemente serviu como embaixador americano na China; o ex-deputado Chris Cannon disse que sua missão na Guatemala influenciou grandemente a suas posições sobre imigração.

O Impacto Direto de Sua Missão

Nos anos pares, os membros do Bundestag (o parlamento alemão) fazem duas viagens aos Estados Unidos, e nos anos ímpares, os representantes dos EUA visitam duas vezes a Alemanha. Bishop perdeu apenas duas dessas viagens desde 2003. Porque Bishop é considerado um representante do governo dos EUA quando se fala com dignitários estrangeiros, ele participa de reuniões regulares com o Departamento de Estado, ainda que essas viagens não são consideradas missões diplomáticas oficiais.

Em pelo menos uma instância, suas viagens são diretamente afetadas pela legislação que ele estava trabalhando para ser aprovada. A nova lei procurava impulsionar o programa de estudo no exterior conferindo deduções fiscais para alguns estudantes que vivem na casa de um contribuinte. O projeto de lei nunca foi aprovado, mas Bishop ainda acredita em sua mensagem, de que a juventude americana são os de “embaixadores perfeitos”. Seu argumento é que parte do sentimento antiamericano no mundo é devido simplesmente à falta de exposição:

“Eu percebi que os lugares na Alemanha que são extremamente pró-americanos são aqueles que têm maior contato com os americanos”, disse Bishop em um discurso em 2005. “Seria sábio fazer tudo o que pudermos para incentivar os alunos do mundo a experimentar o que este país tem a oferecer, voltar para casa e ver a nossa influência crescer”.

Um de seus filhos também serviu uma missão mórmon na Alemanha, ele teve a oportunidade de trazer a maioria de seus cinco filhos para conhecer a Alemanha. Em 2008, ele serviu como presidente do Grupo de Estudos do Congresso e pode hospedar uma delegação alemã no norte de Utah. Ele também mantém conversas regulares por e-mail com Otto Fricke, um membro do Bundestag que ele conheceu em 2004. A maioria das conversas é sobre política, mas frequentemente, acabam também falando de baseball.

“Você pode usar o beisebol para explicar as coisas mais facilmente”, disse Fricke. “Nós gostamos de futebol, e os americanos gostam de beisebol, jogos completamente diferentes. Você pode realmente traduzir isso nas relações exteriores”.