Por Dallin Kimble

Menos de 24 horas antes da cerimônia de abertura, em Londres, um prefácio para a celebração olímpica do que os seres humanos de todos os cantos do mundo são capazes de fazer e alcançar, os meios de comunicação, pelo menos temporariamente foram distraídos por algo que um ex-chefe Olímpico disse.

Mitt Romney foi o responsável pela organização dos Jogos Olímpicos de 2002 realizados na Cidade do Lago Salgado, que aconteceu há menos de seis meses depois dos ataques terroristas de 11 de setembro e foram amplamente elogiados como um dos eventos de maior sucesso na história dos Jogos Olímpicos. Quando perguntado sobre suas impressões sobre os preparativos em Londres, ele deu uma resposta honesta e racional: “Você sabe, é difícil dizer se eles se sairão bem. Há algumas coisas que achei desconcertantes, como o relato sobre a empresa de segurança privada que não tem um número suficiente de pessoas, e a suposta greve dos funcionários de imigração e alfândega, que, obviamente, não é algo encorajador”.

A mídia britânica enlouqueceu com uma onda de manchetes que criticavam a declaração de Romney. Até mesmo os jornalistas que até então reclamavam dos organizadores dizendo que haviam sido incompetentes ou estavam gastando muito, de repente começaram a defender a organização dos Jogos Olímpicos, detratando Mitt.

David Cameron, o primeiro ministro britânico, respondeu as criticas somente algumas horas após a declaração de Romney. As agências de notícias internacionais a publicaram: “Organizamos os Jogos Olímpicos em uma das cidades mais concorridas, ativas e animadas do mundo. É claro que é mais fácil organizar Jogos no meio de lugar nenhum”, disse ele, aparentemente fazendo referência ao tempo em que Romney era o responsável pelos Jogos de Lago Salgado.

É tudo uma reação exagerada a uma resposta razoável, precisa e sensata, de acordo com John O’Sullivan. Escrevendo para a National Review Online, O’Sullivan disse: “Resumo isso em três pontos: (1) Sem dúvida é verdade que é difícil saber se tudo dará certo já que não podemos saber o futuro. (2) Não temos duvidas que algumas informações sobre a organização dos jogos foram desconcertantes. (3) Algumas dessas coisas incluem os relatórios sobre a empresa de segurança de que não havia pessoas suficientes e da ameaça de uma greve de funcionários de imigração e alfândega”.

O’Sullivan, chamando a reação da mídia britânica de “uma cascata de bobagens”, continuo dizendo que Romney nunca disse nada negativo sobre a Grã-Bretanha e que não desejava o fracasso dos jogos, ele “apenas estava refletindo sobre os acontecimentos e imaginando os possíveis riscos que envolviam os Jogos Olímpicos”.

Depois que Romney fez a declaração acima ele passou a explicar as três coisas que fazem os Jogos Olímpicos terem sucesso. “Primeiro, é claro, são os atletas. O principal e único motivo dos Jogos existirem. Segundo, são os voluntários. E eles terão grandes voluntários aqui. Terceiro, são as pessoas que moram aqui. Será que elas celebrarão o momento olímpico? E isso é algo que só poderemos descobrir depois que os jogos começarem”.

Em outras palavras, Romney respondeu a uma pergunta sobre a preparação da Grã-Bretanha, dizendo: “Há algumas preocupações, mas as pessoas aqui possuem grande capacidade, o que podemos fazer é esperar e ver o que acontecerá”. Sua resposta, na verdade, foi otimista na esperança de Jogos bem sucedidos.

Depois de ver como suas palavras foram manipuladas e distorcidas, apenas uma hora depois da entrevista ir ao ar, Romney novamente esclareceu seus pensamentos dizendo: “Estou muito satisfeito com as perspectivas de sucesso dos Jogos Olímpicos. O que eu vi mostra premeditação, imaginação e muita organização e [eu] espero que os Jogos sejam um grande sucesso”.

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